3 de agosto de 2009
A DOUTRINA ESQUECIDA DA IGREJA
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=ALGW1aH4iF8&feature=related
17 de janeiro de 2009
A Palavra de Deus é Como o Martelo que Despedaça a Rocha

Que tem a palha com o trigo? —diz o SENHOR. Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?
Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro. Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse. Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz o SENHOR." (Jeremias 23:23-32)
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Quão poucos pregadores hoje tem falado ao povo aquilo que deve ser de fato dito e ensinado! O que se vê hoje em dia são, de um lado, aqueles que negociam o evangelho falando apenas o que as pessoas querem ouvir, pois, do contrário, eles não serão populares com os seus ouvintes. Tem medo de falar algo que magoe alguém, tem medo dizer que as pessoas que não tem a Cristo de fato e de verdade irão para o inferno; que quem vive como quer e não ama a Deus sobre todas as coisas - mais que o futebol, mais que as novelas, mais que o Big Brother, mais que a namorada ou namorado, mais que o emprego, mais do que tudo! - serão banidos da face de Deus e sofrerão sob a ira eterna do Todo-Poderoso.
Os pregadores hoje são como os do tempo de Jeremias que proclamam a paz de Deus sobre quem paira a ira dEle:
"Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Serão envergonhados, porque cometem abominação sem sentir por isso vergonha; nem sabem que coisa é envergonhar-se. Portanto, cairão com os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão, diz o SENHOR." (Jeremias 6:14-15; 8:11-12)
Do outro, lado estão ainda aqueles que nem sabem o que é o evangelho e pregam tudo menos a "palavra da Cruz" (1Co 1:18). Pregam filosofias, pregam anedotas, pregam psicologia, e até textos da Bíblia, mas sem pregarem o que as pessoas de nossas igrejas devem ouvir conforme a vida que estão levando e não o que elas querem ouvir para não serem incomodadas.
Poucos tem sido aqueles que tem corrido o risco da impopularidade que sempre correrão os arautos da verdade!
O Senhor Jesus predisse aos discípulos: "Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós." (Mateus 5:11-12)
E o apostolo Paulo aconselhou o jovem pregador Timóteo: "Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério." (2 Timóteo 4:1-5)
A verdade de Deus deve ser dita quer agrade ou desagrade a alguém. A palavra de Deus deve ser ouvida por mais que nos fira. Deus é Todo-Sábio, e "é melhor ouvir a repreensão de um sábio, do que elogios de um estúpido." (Provérbios 27:5)
Muitos pregadores preferem pregar aquilo que não incomoda os seus ouvintes, pois assim eles estarão tranqüilos e não serão incomodados por eles e não correrão o risco de serem "demitidos" de suas igrejas e ficarem sem seus salários que, por vezes, são bem confortáveis. Por sua vez, os ouvintes que se acham crentes gostam de ouvir esses pregadores, desde que o sermão seja curto, pois eles lhes passam a idéia de que tudo está bem com os seus corações frios e com o seu pouco envolvimento com Deus e seu Reino, e que, por fim, irão para os céus.
Mas, meu querido leitor, se você não é desses ou se é e está arrependido de ter agido assim, eu lhe convido a dispor um pouco de seu tempo e assistir algumas curtas mensagens de dois pregadores batistas, Paul Washer[1] e John Piper[2], pregadores que tem lutado para pregar a Palavra de Deus sem o medo mórbido de incomodarem os ouvidos sensíveis de seus ouvintes que não se importam em viver na verdade. São palavra fortes que nos causam profunda reflexão e pela graça de Deus, mudança.
PAUL WASHER:
Jesus Cristo é Tudo (motivação para missões)
Fonte: http://br.youtube.com/watch?v=JSWBT6eS7p0
Evidência de Salvação
Fonte: http://br.youtube.com/watch?v=eVEsB8HivLc
JOHN PIPER :
A Natureza da Conversão
Fonte: http://br.youtube.com/watch?v=_jBMRUiENZ8
O Que Significa Receber a Cristo
Fonte: http://br.youtube.com/watch?v=ObQ0Dtoav6Y
Você irá Sofrer
Fonte: http://br.youtube.com/watch?v=fAVx9TumFcI
"... o homem para quem olharei é este:
o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra."
(Isaías 66:2)
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NOTAS:
[1] Paul Washer é pastor batista, membro da igreja batista Grace Life Church em Alabama, EUA. Atuou 10 anos como missionário no Peru onde fundou a HeartCry Missionary Society ( http://www.heartcrymissionary.com/ ), sendo o atual diretor.
[2] John Piper é pastor de linha reformada. Pastoreia a Igreja Batista Bethlehem, em Mineápolis, Minessota, desde 1980. Suas pregações e livros (alguns traduzidos pelas editoras Cultura Cristã, Fiel e Shedd) têm sido intrumento de Deus para edificação de Sua Igreja em várias partes do mundo.
8 de setembro de 2008
UMA ORAÇÃO NÃO RESPONDIDA POR AMOR A NÓS *
“Então, foram a um lugar chamado Getsêmani; ali chegados, disse Jesus a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou orar. E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai. E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.” (Mc 14:32-36)
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É inegável que Deus deseja os seus filhos em Sua graciosa presença. Qual Pai, Ele ama ver os Seus filhos se achegarem a Sua face. Ele, como Pai amoroso, se regozija em ver os Seus filhos derramarem seus corações em Sua presença. Se ele se alegra conosco, quanto mais Deus Pai se alegrava em ver o Seu Filho por excelência, Jesus, aqui na Terra voltar-se para o Senhor nos Céus.
Certa vez quando os discípulos pediram a Jesus que os ensinassem a orar ele lhes ensinou por meio do modelo de oração do “Pai nosso” que, embora tenhamos muitas carências e necessidades sentidas, Deus deve ser o centro de nossa oração e não nós mesmos. Ensinou que deve ser feita a vontade de Deus na Terra e no Céu e não a nossa vontade. Se no sermão do Monte (Mt 6:9-15) Jesus ensinou como orar teocentricamente, no Getsêmani ele demonstrou isso na prática até as últimas conseqüências.
Jesus foi ao Getsêmani quando sua prisão já se avizinhava. Ele sabia o que lhe aconteceria. Ele sabia que ele era o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Desde os doze anos de idade, quando foi com seus pais ao templo, ele já havia visto o que isso significava e lá viu os cordeiros sendo degolados e sacrificados a Deus como substituição dos pecados do Povo. E agora era a hora do seu “corpo” tomar o lugar das “sombras” (Cl 2:17) dos rituais antigos. Agora ele iria ser preso, zombado, açoitado sem dó ou piedade; seria levado “como ovelha muda perante seus tosquiadores” (Is 53:7); seria “verme e não homem” (Sl 22:6); os “touros de Basã”, os “cães”, “uma súcia de malfeitores” (Sl 22:12,16a), o cercariam para despedaçá-lo; ‘traspassariam suas mãos e pés’ (Sl 22:16b); ele seria desfigurado como nenhum outro homem (Is 52:14); o Senhor Iahweh, na sua ira, faria cair "sobre ele a iniqüidade de todos nós" (Is 53:6); ele seria “oprimido e humilhado” (Is 53:7); o próprio Iahveh, seu Pai, se agradaria em “moê-lo fazendo-o enfermar” (Is 53:10); logo ele gritaria aquilo que nenhum filosofo, cientista ou teólogo poderá jamais perscrutar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22:1, Mt 27:43). Na cruz ele provaria as angustias do inferno. Isso era um grande motivo para que ele temesse e se angustiasse (Mt 26:37), era motivo mais que suficiente para que ele “sentir-se tomado de pavor e de angustia”, pois sua morte seriam uma morte que nenhum ser humano seriam capaz de suportar: provaria a ira finita, embora cruel dos homens; e a ira infinita do Deus justo. Assim, consciente mais do que ninguém daquilo que lhe esperava como ele sempre predisse, ele resolve buscar a face de seu Pai.
Fico tentando imaginar Deus que “é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tg 5:11), vendo Seu Filho Único, eternamente gerado de Sua própria essência, mas agora encarnado como um finito homem, aquele em quem a alma do Pai muito se compraz (Mt 12:18), se achegar a Ele “profundamente triste até a morte” (Mc 14:34) lhe rogando tomado “de pavor e de angustia” (Mc 14:33): “Aba [papai], tudo te é possível; passa de mim este cálice”(Mc 14:36). E de orando intensamente em grande agonia ao ponto de “seu suor se [tornar] como gotas de sangue caindo sobre a terra”(Lc 22:44). Então o Pai lhe dá o silêncio como sua resposta. Embora Jesus estivesse orando em profundo “pavor” e “angústia” ele nunca reivindica, exige ou "toma posse" do que é seu por direito divino, mas faz como ele nos ensinou a fazer: “não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26:39) “faça-se a tua vontade” (Mt 6:10; 26:42). Nós sabemos que Deus fez a sua vontade. Jesus foi prezo e tudo que a lei e os profetas falaram sobre ele se cumpriu e nós fomos beneficiados e Deus, em Seu Filho, foi glorificado. Contudo, não creio em um Deus impassível e frio, mas creio que esse momento foi, de alguma forma incompreensível, uma grande "dor" para o Pai ver a agonia de Seu Filho Amado e não lhe atender o clamor.
"Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem." (Hb 5:7-9)
Contudo, fico imaginando, se aquela noção que temos da oração fosse verdadeira. Ou seja, se Deus atendesse a todas as orações; ou mesmo se Deus atendesse a todas as orações apenas dos que têm muita fé e uma vida muito consagrada. Assim, suponhamos se o Pai tivesse se condoído de seu Filho e voltasse atrás no plano que ambos, juntamente com o Espírito, conceberam na eternidade. Se o Pai dissesse para o Filho: “vem para casa, para o teu trono, para a tua glória. Esqueçamos essa idéia de salvação do homem. Afinal, esses humanos não merecem o nosso amor, esse grande sacrifício que eu e tu, meu querido Filho, estamos fazendo. Deixemos para eles mesmos beberem o cálice da minha ira (Sl 75:8; Jr 25:15-16; Ap 14:10). Vem para mim Filho.” O que teria sido de nós? Estaríamos todos no mais profundo inferno, “banidos da face do Senhor e da glória do seu poder.” (2Ts 1:9)
Mas bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que não é um Deus de improvisos, ou um Deus mutável, mas o Deus que faz tudo segundo o seu plano eterno e não conforme a vontade e contingência de suas criaturas. Deus é soberano! Ele não recebe ordens. Ele não muda. Ele não se arrepende como os homens. Ele não é pego de surpresa. Nada escapa ao seu propósito. “Nenhum dos seus planos pode ser frustrado.” (Jó 42.2) O que Deus faz, Ele não decidiu agora, no tempo, mas desde que Ele É, desde que existe, ou seja, eternamente. Também não decidiu baseado na vontade ou vida de Suas criaturas, mas na sua santa, justa e soberana vontade! Ele é Deus!! Por isto Iahweh não responde certas orações, porque é soberano, e porque Ele tem algo melhor para seus filhos.
Por amor, Deus não responde as nossas orações como queremos. Foi por causa de seu amor justo que Ele recusou a oração desesperada de Seu Filho encarnado. Não foi porque Jesus não tinha fé ou porque tinha pouca fé. Não foi porque Jesus não estava com a vida consagrada. Não foi porque Jesus não pediu insistentemente. Mas foi porque não estava em Seu plano eterno, não era a Sua vontade.
No entanto há quem creia e ainda ensine que basta você ter fé ou muita fé, para que sua oração seja respondida imediatamente; ou basta você ter fé e uma vida consagrada, que Deus lhe atenderá. Na verdade o que é ensinado por muitos é que temos direitos diante de Deus e devemos exigi-los e tomar posse deles. Onde está isso na Bíblia? Ouvi um “pregador” orando euforicamente e a igreja repetindo: “Deus, eu quero o meu milagre agora!!!” E repetia: “Agora! Agora! Agora!!!” Esse é o mundo “evangélico”. Onde está isso na Bíblia? Quem ensinou isso a esse povo? Foi isso que Jesus ensinou e fez? Ou é o que Satanás, o pai da mentira, tem ensinado? Onde está a verdadeira e humilde oração: “não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26:39), “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10; 26:42)?
O que a Bíblia ensina é que “esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (1Jo 5:14)
Irmãos, estejamos certos de que Deus nos ama. Assim como temos certeza de que Ele ama o Seu verdadeiro Filho, Jesus, embora tenha lhe recusado suas suplicas, da mesma forma como recusa muitas de nossos pedidos. Devemos aprender com Jesus: que mesmo uma oração feita em fé, por uma vida totalmente consagrada, pode ser recusada. Deus fará a Sua vontade e não a nossa, contudo, a Sua resposta é muito melhor do que aquilo que pedimos. Por amor Ele recusa muitas de nossas orações. Por amor a nós Ele recusou uma fervorosa oração de Seu filho amado.
Aprendamos meus amados irmãos, a orar de forma humilde, mas constante e fervorosamente como Jesus orava. Deixemos Deus ser Deus e sejamos apenas humildes filhos que expõem suas necessidades sentidas diante do Pai, mas aguardando que, em Sua soberana e sabia vontade, Ele nos dê a resposta segundo as nossas reais necessidades, conforme Seu plano.
Bendito seja Deus que não atende a todas as nossas orações!
Louvado seja o nosso Pai, porque não atendeu a oração de Seu Amado Filho, para nos dar “copiosa redenção”, para Sua glória e para que gozemos de Sua presença eternamente.
Aleluia. Maranata! “Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20)
pb. Anderson Abreu
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Adaptada de uma mensagem ministrada por mim no culto de oração de 03/09/2008 na Igreja Presbiteriana de Americanópolis, São Paulo-SP.
